quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Entrevista com Michel Lent: "As mídias terão que Mudar"

Por Leonardo Fontes /24 Setembro, 2007

Michel Lent, criador da agência 10´Minutos, especializada em marketing para web, e autor do blog ViuIsso?, participou no dia 2 de Outubro do Alternativa Web 2007, quando ministrou a palestra “Web 2.0 e as Novas Fronteiras do Mercado e da Profissão”.
Para entender um pouco do assunto, peguei essa entrevista por e-mail feita por Leonardo Fontes com Lent, onde falaram sobre o funcionamento da agência, o novo profissional do marketing e perspectivas para o futuro da internet.


Você está no mercado de comunicação na web, mas especificamente no planejamento estratégico e marketing para mídias interativas, desde 1996, quando criou a 10´Minutos. Quais são as principais diferenças entre o mercado da época e agora, 11 anos depois? As tecnologias mudaram mais que a cultura?


Diria o contrário. A cultura mudou mais do que a tecnologia. Flash vai Flash vem, a tecnologia é sim importante, mas mais importante é a massa crítica: pessoas usando a internet. Esta é a grande diferença 11 anos depois.


Que campanhas da 10´Minutos você destacaria como exemplos de sucesso?


Nos primórdios da Web lançamos o site do Ronaldinho e aquilo foi um marco para a época. Demos vários pequenos passos com clientes desde então. Mas recentemente, desde 2005, o foco da 10′Minutos tem sido em campanhas publicitárias usando conteúdo gerado por usuários e, nesse sentido, fomos pioneiros em diversas frentes. Com FaleBenQ fizemos a primeira ação com vídeos gerados por usuários do país. Um estádio do Morumbi virtual lotou com 8 mil pessoas em 48 horas concorrendo a ingressos para o show do U2. E este ano estamos passeando pelo mundo a convite de Fanta Mundo e um site mash-up usando Google Maps em queos usuários colocam suas próprias fotos pelo planeta.


Explica um pouco como funciona a 10´Minutos, desde o processo de atendimento ao produto final. Que tipos de profissionais estão envolvidos, que processos são desencadeados na criação de uma campanha para web?


São três áreas envolvidas: atendimento/novos negócios; planejamento/mídia; criação/produção. A principal variável a ser definida em uma campanha Web é a variável de retorno de investimento que vai determinar o sucesso/fracasso da ação. Esta variável muda de campanha pra campanha e precisa ser definida antecipadamente para se trabalhar de forma adequada com as expectativas.


Que conhecimentos e habilidades o novo profissional do marketing precisa para trabalhar com web? Existe de fato uma grande mudança de paradigma?


Há uma mudança de linguagem e de ferramentas. E esse mix gera sim o que se pode chamar de um novo paradigma. Eu diria que o novo profissional de marketing é aquele que já vem com a compreensão desta linguagem e destas ferramentas em seu DNA e trabalhar com Web para ele é tão natural ou mais do que trabalhar com outros meios. Podemos dizer que há duas gerações convivendo atualmente: as migrantes e os nativos. Nativos são aqueles que já nasceram dentro da cultura digital. O migrantes são aquelas que nasceram dentro da cultura da comunicação tradicional e precisam agora se adaptar ao novo mundo. Como se adaptar? Usando, usando, usando.


Quais são os atrativos da internet para quem deseja anunciar nela?


Em resumo: a possibilidade de se medir resultados. É um meio que mistura o melhor de todos os mundos: a comunicação para grandes massas, de forma absolutamente segmentada e medindo em tempo real o retorno da a ação.
E porque a internet ainda ocupa uma fatia tão pequena do bolo de investimentos?
Porque o mundo ainda é dominado pela geração dos ‘migrantes’ que não têm o DNA digital e portanto não estão tão familiarizados com o meio.
Como mudamos esse quadro?
Mostrando resultados para os migrantes e esperando que os nativos ocupem mais e mais cargos de decisão. Ou seja, o futuro será, sim ou sim, digital.

Em que os blogs, que começaram o seu boom mundial em 1998/99, e mais recentemente desencadearam uma realidade, digamos, mais profissional no Brasil, podem ser utilizados por seus objetivos na 10´Minutos? Como eles podem melhorar a comunicação entre empresas e clientes?


Acho que blogs são sinônimo de democratização da publicação e transparência. Se usados de forma inteligente, podem ser revolucionários.


Existem regras estabelecidas para que as empresas que desejam investir em mídia interativa consigam penetrar, eficientemente, em um mundo cada vez mais user made content? Como conquistar esse cliente que produz seu próprio universo?


Veja, o cliente que produz seu próprio universo também passa por pontos “populares”. Seja em uma ferramenta de pesquisa como o Google ou procurando notícias em um portal, ou mesmo em sua caixa de email, eles são encontráveis. E para trabalhar informação nestes canais há sim regras estabelecidas.

Você vê uma real dicotomia, uma separação conceitual irreversível, entre a nova mídia e as tradicionais? A briga blogs versus Estadão, resultará, necessariamente na extinção de uma das mídias?

Não acredito em extinção mas em mutação. As mídias terão que mudar. Já estão mudando para se adaptar ao que vem de novo.

Se você fosse um apostador incurável, em que mudanças fundamentais você colocaria seu cacife? Para um exercício de futurologia, o que devemos esperar?

A descentralização da internet e o fim do computador como ferramenta central de acesso a esse mundo de conteúdo. Viveremos em um mundo de telas de diversos tamanhos, cada uma para um grupo de funções, todas elas interativas.

Você bloga no ViuIsso? desde 2004, como tem sido a experiência? Até que ponto a prática diária de blogar influencia seu dia-a-dia na agência?

Comecei o blog na realidade como uma forma de me condicionar a pesquisar e estudar constantemente sobre as novidades do mercado e para centralizar em um lugar as minhas referências para consulta futura (minha e dos outros). Minha surpresa foi a importância que o blog tomou, o número de visitas e as conexões de mercado que fiz em função dele. Percebi que muita gente passou a me relacionar mais com o blog do que com a meu histórico profissional ou minha agência. Talvez pela “isenção” que o blog represente, sendo um espaço em que eu falo essencialmente em meu nome e não defendo nenhum interesse mais corporativo.

Você lê mais blogs do que os veículos de massa? A propósito, você concorda com essa diferenciação, blogs também não seriam, hoje, veículos de massa, considerando que existem alguns com um nível de visitação/leitura bem maior que jornais impressos e emissoras de rádio, por exempo?

Pois é. É o que eu estava pensando ao ouvir a pergunta. Pensando em veículos “tradicionais” x blogs, acho que a diferença realmente vai deixando de existir na medida direta da importância, tempo de existência e audiência de determinados blogs. Um veículo que eu leio todos os dias, por exemplo, é o BlueBus que pode ser considerado “tradicional” pois está aí há mais de 10 anos mas é e sempre foi, em essência, um blog.

Que blogs você recomenda para quem quer saber mais sobre marketing e comunicação intererativa?

Bom, o primeiro acabei de citar. Depois do BlueBus relacionaria:
-
Blog de Guerrilha- Brainstorm #9- Update Or Die- eMarketer- Coxa Creme

No começo de outubro, você faz palestra em Fortaleza sobre “A Web 2.0 e as novas fronteiras do mercado e da profissão”. Quais são suas expectativas?

Estou muito animado com a viagem pois será minha primeira vez em Fortaleza. Ansioso para conhecer o mercado e esperando que a minha apresentação seja relevante para a turma daí.




post by Carol Braga

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A Nova Era da Convergência

A internet já era e ainda é a mídia mais utilizada pela sociedade moderna e contemporânea e o celular se torna um bom aliado à vida corrida dessa sociedade.
Foi pensando na facilidade e mobilidade do celular, que as empresas de comunicação digital estão investindo pesado em novas tecnologias para o novo veículo.
Tanto é que, até a TV Digital, recém lançada no Brasil, está projetando maneiras da nossa sociedade poder assistir aos seus programas diretamente no celular.
Visto que o mercado cresce significamente para esse lado, a publicidade segue o mesmo caminho, investindo em propagandas, não sobre celular, e sim pelo celular, ou seja, como já sitei antes, o celular é o novo veículo de comunicação, pois vamos ter jornal, Tv, Internet, tudo num único lugar.
Resumindo, estamos na nova era da convergência, em que tudo está convergendo pelo tão usado e "querido" aparelho telefônico!


by Carol Braga

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Sobre Saudade...LINHAS DO TEMPO



Saudade é tentar alcançar o rabo de um foguete único...

de quando nossas mãos ainda alcançavam estrelas

de quando o romantismo trazia namoros proibidos em olhares

de quando as pracinhas levitavam sensações lirícas

Deus sabe como quria braçar meu avô novamente

atravessar o futuro de mãos dadas com suas linhas do tempo

quem dera atemporal fosse o amor...

mas como teríamos lembranças?

De quando eu ia para fazenda "Jardim" de fusca amarelo

e trazia balaios cheios de laranja cravos!

quanto mais velho fico mais criença sou

pois essa saudade é alimento infindo

e não me rendo...

entrego-me aos sabores de antigos ventos

do fantástico mundo de Boby e nossas aventuras...

De esconder-me em baixo da mesa

para escutar a briga de meus avós...

saudade o cheiro de uma natureza tão próxima,tão minha

De cantar "mamonas assassinas"nas festas na garagem....

saudade é tentar apalpar nuvens..

SAUDAR A EFEMERIDADE DE TUDO

DENTRO DE UMA ETERNIDADE BEM MAIOR!

saudade de como eu voava entre as cadências,

descendo as ladeiras do interior de patins..

de quando costurava sonhos em madrugadas...

essa saudade me pertence!ela é minha!

parte de mim é chão, outra raiz!

a saudade norteia meu ventre..

a saudade sou eu!

saudade do que foi,do que é,do que ainda nem foi...

saudade de um canto esperado...

SER FINITO?

a estrela cadente passa a todo momento

e o brilho onde se instala?

SAUDADE É A ESPERANÇA

que nada é o fim,o último,o adeus.

porque a saudade é infinita....

esse sentimento alimenta nossa história

e escreve milhões de outros caminhos

saudade desse abraço agora....

ABRAÇAR ESSE BRILHO...

"A CADA MILÁGRIMAS SAI UM MILAGRE"

QUEM NUNCA CHOROU DE SAUDADE QUE ATIRE A PRIMEIRA FLOR!




ADÉLIA COELHO 11-09-07 (MARIA FLOR)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Nada se cria...

Maravilha de peças de clones publicitários.
Só não entendo como esse tipo de coisa continua acontecendo por aí, seria uma crise existencial?!? Definitivamente acho que não, me pareceu mais que não é nada além de uma mera e inocente coincidência.





A única coisa que tenho a dizer nesse caso é que o cartão vermelho deveria ir para a chupada.



post by Carol Braga

Campanha da Guaraná Antarctica

achei linda a campanha...vejam!






Para alguns isso é propaganda interna...


..Propaganda feita em ação dos sem-tetos na Índia..

A primeira reforma agrária digital


Seguindo o caminho de renomadas instituições de ensino como Harvard e Berkeley, universidades brasileiras investem no Second Life, ambiente virtual tridimensional onde as pessoas criam suas representações e vivem simulações da vida real on-line. Já existem mais de cem escolas no mundo explorando as novas possibilidades de ensino no site, que já foi acessado, pelo menos uma vez, por mais de 8 milhões de pessoas.

As primeiras a fincarem suas bandeiras nesse universo virtual foram a Universidade Presbiteriana Mackenzie e a Universidade Anhembi Morumbi. Não querendo ficar de fora dessa novidadade, no dia 20 de Agosto de 2007 a Universidade de Pernambuco(UPE) realizou uma aula de gradução na tão falada e usada plataforma virtual(Second Life), através de bonecos virtuais chamados de "avatar".
Com tantas escolas e faculdade utilizando esse novo método à partir da cidade do Conhecimento 2.0, houve uma necessidade de reunir projetos educacionais, ambientais, culturais e empreendimentos tecnológicos à realidade virtual.
Há quem diga que ainda é cedo para prever a revolução que um ambiente em 3D como o Second Life pode ocasionar ao ensino. Mas, sem dúvida, algumas mudanças já estão em curso. Para Solange Giardino, coordenadora de informática na educação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o ensino em ambientes tridimencionais já representa um avanço em relação ao que é usualmente oferecido no ensino online. "O fato de você se ver presente na sala de aula com seu avatar (representação humana criada pelo usuário) e poder interagir com os colegas e professores, colabora para um maior envolvimento dos alunos", acredita.

Como em outros cursos na internet, nas aulas no Second Life existe o bate-papo e a correção imediata dos exercícios. "A vantagem é que tudo pode ser gravado ou fotografado", diz Solange.
Fazer uma réplica das salas de aula tradicionais no Second Life é perder a parte mais divertida do novo ambiente virtual. "É preciso transformar o conteúdo e a narrativa, não fazer uma mímica do mundo real", diz Gilson Schwartz, diretor da Cidade do Conhecimento da USP. "Imagine poder ensinar cidadania fazendo com que os alunos experimentem viver um dia como negros ou como outras minorias", diz. "É preciso explorar esse salto cognitivo que é a representação digital".
A Universidade Mackenzie está apostando nesse fascínio dos brasileiros por sites de relacionamentos que se assemelham ao mundo real para atrair futuros alunos. Até o fim do ano, deve lançar uma réplica virtual do prédio da escola localizado no bairro de Higienópolis, em São Paulo. O projeto será dos próprios alunos. Desde que criou seus primeiros espaços no Second Life, em abril, nas chamadas ilhas Alpahville e Copacabana, a universidade já recebeu 15 mil visitantes. Num primeiro momento, ela disponibiliza para os usuários vídeos e displays com orientações sobre profissões e um painel onde ex-alunos são direcionados para uma página onde poderão encontrar antigos colegas.
No futuro, o Mackenzie pretende oferecer aulas, mas antes está investindo na preparação dos professores. Cerca de 200 dos 400 docentes da instituição deverão ser treinados nos próximos meses. "Não é um ambiente nativo para eles", lembra José Augusto Pereira Brito, gerente de TI do Mackenzie. O vice-reitor Pedro Ronzelli Jr. acredita que a investida no Second Life ajudará a escola no quesito inovação. "Buscamos a renovação da nossa marca", diz.
Para Yaccoff Sarkovas, diretor geral da Significa, agência de publicidade especializada em "atitude de marca", o Second Life deve contribuir para a renovação da imagem de instituições de ensino mais tradicionais. "Elas podem atingir um público novo, agregar valor de inovação à sua marca, mas se isso virar um default esse predicado se perderá", alerta o publicitário.


"O Second Life é uma parte natural da evolução da nossa educação online".


postado por Carol Braga
fonte: Jornal Valor Econômico